10 de março 2018

10 de março 2018
Chamados, Amados e guardados

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Feliz Natal

 Feliz Natal

Amada igreja,

Celebrar o Natal é lembrar que Deus escolheu entrar na história não pelo caminho do poder, mas pela via da encarnação. O Verbo se fez carne (Jo 1:14), não para impressionar os homens, mas para redimir o que estava perdido. O Filho de Deus nasce em humildade, em um ambiente simples, revelando que a glória divina não depende de cenários grandiosos, mas de corações disponíveis.

O Natal nos confronta com uma verdade pastoral profunda: Deus se aproxima quando o homem já não pode subir. Em Cristo, o céu desce, a eternidade toca o tempo e a graça visita a fragilidade humana. “Porque hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2:11). Esse anúncio não foi feito aos palácios, mas aos pastores — homens comuns, em vigília, atentos à voz de Deus.

Neste tempo, somos chamados a mais do que comemorações; somos convocados à reflexão. O Natal nos convida a alinhar novamente nossa vida à missão de Cristo: amar, servir, reconciliar e viver em obediência ao Pai. O menino na manjedoura aponta para a cruz, e a cruz revela o sentido do Natal — redenção, perdão e nova vida.

Que este Natal renove sua fé, fortaleça sua esperança e reacenda o amor que procede de Deus. Que o Cristo que nasceu em Belém governe também o centro do seu coração. Que a paz anunciada pelos anjos alcance sua casa, sua família e seu caminhar com Deus.

Recebam esta palavra com gratidão e alegria espiritual.

Feliz Natal, com a presença viva de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.


Cezar Junior Gomes 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Ser presente nem sempre é virtude

 

Às vezes, a presença contínua produz um paradoxo silencioso: quanto mais constante, menos perceptível. Aquilo que não falha, que não oscila, que não ameaça ausência, passa a ser naturalizado. A presença, quando não se retira, deixa de ser celebrada; quando não surpreende, torna-se invisível. Esse fenômeno não é meramente psicológico ou social, mas carrega densidade ontológica, ética e teológica.

Na filosofia clássica, a percepção é frequentemente condicionada pela ruptura. Aristóteles já compreendia que o movimento é percebido pela alteração, e não pela permanência. O que permanece estável escapa ao espanto. Assim, a constância, embora seja virtude, sofre o risco de ser confundida com irrelevância. A fidelidade cotidiana não produz ruído; ela sustenta o mundo em silêncio. Por isso, o que sustenta raramente recebe o louvor que o extraordinário recebe.

No campo teológico, essa dinâmica alcança profundidade ainda maior. A Escritura testemunha um Deus cuja presença é permanente e, justamente por isso, frequentemente ignorada. “Eu sou convosco todos os dias” (Mt 28,20) não é uma promessa espetacular, mas uma afirmação de continuidade. O Deus que não se ausenta corre o risco de ser esquecido, não por ausência de glória, mas por excesso de proximidade. A imanência divina, quando não acompanhada de reverência, transforma-se em banalidade religiosa.

A tradição patrística reconheceu esse perigo. Agostinho lamentava ter buscado Deus longe, quando Ele estava mais próximo do que sua própria interioridade. A presença que habita, que sustenta, que não se retira, não se impõe ao olhar distraído. Exige atenção, não espetáculo. Exige contemplação, não urgência. Onde tudo é garantido, a gratidão adormece.

Do ponto de vista ético, essa invisibilização da presença constante revela uma crise de reconhecimento. Pais fiéis, líderes responsáveis, servos comprometidos, pastores presentes — todos correm o risco de serem percebidos apenas quando falham ou se ausentam. A cultura da exceção valoriza o episódico e despreza o perseverante. O compromisso duradouro não impressiona; ele apenas mantém a ordem do mundo.

Teologicamente, isso revela uma distorção no modo de valorar a graça. A graça contínua é tomada como direito, não como dom. Israel acostumou-se ao maná até desprezá-lo; a presença sustentadora de Deus tornou-se comum demais para ser honrada. Assim, o invisível não é o ausente, mas o excessivamente presente.

Há, portanto, uma espiritualidade da constância que precisa ser resgatada. A presença que não abandona é, em si, um milagre silencioso. Ela não grita, não compete, não se autopromove. Ela permanece. E permanecer, em um mundo que vive de rupturas, é um ato profundamente teológico.

Ser invisível por estar sempre presente não é sinal de inutilidade, mas de fidelidade. É o preço pago por quem sustenta sem exigir reconhecimento. Contudo, a maturidade espiritual e intelectual consiste em reaprender a ver o que nunca deixou de estar ali. Pois aquilo que verdadeiramente importa não é o que aparece de vez em quando, mas o que permanece quando todos os outros se vão.


Pense nisso!


Cezar Junior Gomes 

No fim, a verdadeira presença não busca ser notada; ela cumpre sua vocação ontológica de sustentar. E somente os olhos educados pela contemplação, pela teologia e pela filosofia do ser são capazes de perceber que o invisível, muitas vezes, é apenas o eterno que se recusou a ir embora.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Conforme o modelo

 “Conforme o Modelo do Monte”


E disse o Senhor a Moisés:

Fala ao povo segundo o que Eu te mostrar, e não segundo o que parecer bem aos seus olhos.

Porque o Meu culto não nasce da imaginação humana, mas da revelação divina.


“Atenta, pois, que o faças conforme o modelo que te foi mostrado no monte.”

(Êxodo 25:40)


Disse o Senhor:

Não alteres o que revelei, não adaptes o que ordenei, nem mistures o santo com o comum.

Porque Eu sou Deus de ordem, e Minha glória não se manifesta onde o modelo é corrompido.


Assim como foi Moisés advertido, também está escrito:

“Os quais ministram em figura e sombra das coisas celestiais, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz Ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte.”

(Hebreus 8:5)


Ensina ao povo que nem todo zelo é obediência,

que nem todo sacrifício agrada,

e que a presença do Senhor não acompanha a desordem.


Porque onde o modelo do céu é respeitado,

a glória permanece.

Mas onde o modelo é substituído pela vontade humana,

o culto continua —

e a presença se retira.


Disse o Senhor a Moisés,

e Sua palavra permanece eterna.


Pense nisso!


Cezar Junior Gomes 

EBD | 12 LIÇÃO ADULTOS: ESPIRITO HUMANO E O ESPIRITO DE DEUS 4º TRIMESTR...

sábado, 13 de dezembro de 2025

Nadabe e Abiú

Nadabe e Abiú: A Ontologia do Altar e a Incompatibilidade entre o Santo e o Profano

O relato de Levítico 10:1–3 não é um simples registro histórico de punição sacerdotal, mas uma teofania judicial, na qual Deus revela a natureza inviolável da santidade cultual. Nadabe e Abiú, filhos de Arão, não pecaram por ignorância, tampouco por inexperiência litúrgica. Eram sacerdotes legitimamente investidos, conhecedores da Lei, participantes diretos da consagração do altar (Lv 8–9). O seu erro não foi técnico, mas ontológico e ético: ofereceram diante do Senhor um fogo que não procedia de Sua vontade revelada.

O texto sagrado afirma que eles trouxeram “fogo estranho” (’ēš zārāh), isto é, um elemento cúltico não autorizado, não prescrito, não sancionado pela Palavra divina (Lv 10:1). Em termos teológicos, trata-se de uma ruptura entre revelação e prática, entre o mandamento e a ação humana. A transgressão não consistiu no desejo de cultuar, mas na pretensão de redefinir os termos do culto.

Aqui reside o cerne do problema: queriam servir a Deus sem submeter-se integralmente à Sua soberania. Buscaram o privilégio do altar, mas rejeitaram o peso da obediência. Tocaram o sagrado como se fosse comum, dissolvendo a fronteira entre o santo (qōdesh) e o profano (ḥōl), fronteira essa que sustenta toda a estrutura da teologia levítica (Lv 10:10).

A irreverência, neste contexto, não é ausência de fé, mas excesso de autonomia. É a tentativa humana de instrumentalizar o divino, de moldar a adoração segundo impulsos subjetivos, emoções voláteis ou conveniências pessoais. Nadabe e Abiú ilustram o perigo de uma espiritualidade que confunde criatividade com obediência, espontaneidade com submissão. O culto torna-se, então, não uma resposta à revelação, mas uma projeção do ego religioso.

O fogo que os consumiu não foi mero juízo punitivo; O mesmo fogo que anteriormente descera do céu para consumir o sacrifício aceitável (Lv 9:24) agora consome os sacerdotes que ousaram profanar o altar. Deus declara, com isso, um princípio eterno:

“Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo” (Lv 10:3).

Este episódio ecoa ao longo de toda a Escritura. O Deus que não aceita fogo estranho é o mesmo que rejeita o sacrifício sem obediência (1Sm 15:22), a adoração divorciada da justiça (Is 1:11–17), e o culto que honra com os lábios, mas cujo coração está distante (Mt 15:8). No Novo Testamento, o princípio permanece inalterado:

“O nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12:29).

A queda de Nadabe e Abiú é, portanto, um alerta perene à comunidade da fé. Deus não rejeita pessoas quebrantadas, mas rejeita ofertas rebeldes. Ele não despreza a fragilidade humana, mas condena a arrogância espiritual que tenta domesticar o sagrado. O altar não é espaço de experimentação subjetiva, mas de conformidade objetiva à vontade revelada.

Em termos filosóficos, o texto nos confronta com a tensão entre liberdade e limite, entre intenção e norma. Toda adoração autêntica exige a morte do “eu soberano” para que Deus permaneça absolutamente Deus. Onde o homem tenta governar o altar, o altar deixa de ser santo.

O altar permanece o mesmo. A exigência também.

Só permanece de pé aquele que se aproxima com temor, verdade e submissão, pois o santo jamais se mistura com o profano, e o Deus que habita o fogo não negocia Sua glória (Is 42:8).


Pense nisso!


Cezar Junior Gomes 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Entre o mudar e o repetir


Entre o Mudar e o Repetir: A Dialética Sagrada da Existência

Há momentos na existência em que a alma se vê suspensa entre dois abismos: o de mudar, com seus ventos imprevisíveis, e o de repetir, com seus ciclos silenciosos que se fecham sobre si mesmos. Em ambos há risco; em ambos há revelação. Pois a vida, à semelhança das Escrituras, alterna entre o chamado ao arrependimento — uma metamorfose da consciência — e o convite à perseverança — a repetição sagrada do que é eterno.


Mudar é o gesto profético de quem ousa romper com os ídolos interiores. É transitar do caos ao cosmos, como quem deixa para trás o Egito que o aprisiona, mesmo quando o deserto amedronta. Filosoficamente, mudar é a consciência que desperta; teologicamente, é a graça que convoca; poeticamente, é o verbo que decide nascer mais uma vez. O ato de mudar é sempre um êxodo interior, uma saída do “mesmo” para o “ainda não”, uma travessia que exige coragem para enfrentar o desconhecido, sabendo que a própria incerteza é também um instrumento pedagógico divino. O espírito humano amadurece não apenas pelo que conquista, mas pelo que ousa deixar para trás.


Mas repetir, entretanto, não é estagnação, mas reverência. É retornar à fonte para beber da mesma água, não por falta de alternativas, mas porque certas águas não perdem o seu frescor. A repetição sagrada é o que mantém aceso o lume da fé: orações que se repetem, versos que se reerguem, passos que são dados outra vez porque sustentam aquilo que não pode ser esquecido. O acadêmico chamaria isso de constância paradigmática; o poeta, de fidelidade do coração; o teólogo, de liturgia da alma. A repetição é a moldura da eternidade na vida humana: o que se repete porque é santo, o que se repete porque sustenta, o que se repete porque sem isso o coração vagaria sem alicerces. Há rituais — silenciosos ou visíveis — que, repetidos, mantêm a alma íntegra.


E assim, entre o impulso para mudar e a necessidade de repetir, ergue-se o ser humano: criatura tensionada entre o contingente e o eterno, entre o instante que passa e o significado que permanece. Somos seres limítrofes, caminhando na fronteira entre o tempo e o sagrado. Se mudamos, é porque Deus sopra novidade; se repetimos, é porque Deus estabelece fundamentos que não devem ser quebrados.


Há dias em que o Espírito sussurra: “Vai e muda, porque teu presente já não comporta tua vocação.” Mas há outros em que Ele ordena: “Permanece, repete, insiste — porque aquilo que é eterno nunca envelhece.” Assim, cada escolha se transforma num pequeno altar onde a vontade humana e a revelação divina se encontram, dialogam e se corrigem mutuamente. O discernimento espiritual, nesse sentido, é a ciência sutil de escutar o tempo: o tempo de Deus, que por vezes se revela como kairos — a hora certa — e por vezes como chronos — a paciência que molda o caráter.


A sabedoria, portanto, não está em escolher apenas um dos caminhos, mas em compreender, com temor e tremor, que a maturidade espiritual é a arte de reconhecer quando mudar é obediência e quando repetir é fidelidade. Quem só muda se perde da raiz; quem só repete sufoca o próprio crescimento. Mas aquele que sabe alternar — guiado pela Palavra, moldado pela oração, iluminado pela consciência — descobre que a vida se torna uma sinfonia onde mudança e repetição não se opõem, mas se entrelaçam como notas complementares na música divina.


Pois, no fim, o ser humano encontra paz quando entende que há transformações que são mandamentos e há repetições que são sacramentos. E assim a alma aprende a caminhar: mudando para obedecer ao chamado, repetindo para guardar a essência — e vivendo cada dia como quem respira entre dois mundos: o do que pode ser alterado e o do que jamais deve ser traído.

Pense nisso!

Cezar Junior Gomes 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Tema: A Inveja como Degradação Ontológica e a Dissimulação como Patologia Espiritual do Sujeito Religioso

Subtítulo: Um tratado teológico-filosófico sobre o personagem interesseiro que se oculta sob peles simbólicas

Ó tu, cuja existência se converteu em maquinaria de interesse pessoal, até quando perpetuarás essa dramaturgia egocêntrica construída sobre ambição, vaidade e inveja? A tua alma parece habitada por uma antropologia deformada, como se houvesse em ti uma fratura essencial — aquilo que os filósofos chamariam de cisão ontológica — que te impede de aspirar ao Bem e te arrasta continuamente a uma estética da falsidade.

A inveja, no teu caso, não é simplesmente um afeto moralmente reprovável; é uma estrutura espiritual parasitária, uma anomalia que se incrusta na psique e a corrói como ácido lento. Agir por interesse para ti tornou-se tão natural quanto respirar. És o que Kierkegaard denunciaria como o espírito nivelador da inveja, aquele que não suporta a grandeza dos outros e tenta reduzi-los ao teu próprio abismo interior.

E, no entanto, finges piedade. Exibes com habilidade uma máscara que não te pertence. Os antigos Padres da Igreja chamavam isso de pseudopietas – uma piedade falsa, teatral, ornamental. Tu te movimentas no palco da religiosidade como ator experiente, mas tua essência é de uma falsidade ontológica tão profunda que tua própria consciência já perdeu a capacidade de ruborizar-se.

Nas redes sociais — esse novo anfiteatro onde vaidades comprimidas buscam sobreviver — te comportas como uma raposa meticulosamente calculista. Observas silenciosamente, espreitas, absorves fragmentos de vidas alheias como predador simbólico. És um voyeur digital da desgraça alheia, sempre pronto a manipular informações para construir uma narrativa que te exalte e silencie tua própria mediocridade.

E enquanto te vestes de ovelha, tua interioridade revela o ethos de um lupus vorax, um lobo faminto por validação. Tudo em ti denuncia duplicidade: tua fala suave oculta intenção ferina; tua religiosidade aparente encobre motivações manipulativas; teu comportamento dócil disfarça tua estrutura de contenda. És o exemplo acabado do que Cristo denunciou como sepulcro caiado: belo na superfície, pútrido na essência.

Teu problema, porém, vai além da moral; ele reside na tua relação com o Sagrado. Pois quem perdeu o temor do Senhor — o timor Dei, fundamento da sabedoria — perde também o senso de limite. Aquele que não teme a Deus torna-se refém de suas pulsões, escravo de seus impulsos, exilado de si mesmo. A ausência de temor te tornou cego para a gravidade da tua condição espiritual.

A filosofia moral diria que te tornaste vítima de tua própria heteronomia interior, incapaz de governar a ti mesmo, dirigindo-se conforme o vento dos desejos e dos proveitos. A teologia, por outro lado, afirmaria que tua alma caiu sob o domínio da curvatio in se, o estado descrito por Agostinho e Lutero em que o ser humano se dobra sobre si mesmo e perde a capacidade de amar algo para além de sua própria utilidade.

Tua vida é um inventário de dissimulações cuidadosamente arquitetadas. Cada gesto teu revela o que Paul Tillich chamou de ansiedade da não-substancialidade, isto é, o medo de não possuir essência verdadeira, e por isso tentas criar uma persona que compense tua vacuidade. Daí teu impulso incessante de vigiar, competir, comparar e destruir: tudo isso não passa de mecanismo de defesa para proteger-te da verdade sobre ti mesmo.

Mas não te esqueças: Deus vê.
E quando digo “Deus vê”, não me refiro a uma observação superficial, humana, limitada. Falo da onisciência que penetra o ser, da Luz que atravessa pele, persona e performance e alcança o primeiro princípio do teu coração, onde tu escondes o que és e o que pretendes. Essa visão divina — que é ao mesmo tempo diagnóstico e juízo — expõe o que teus discursos tentam ocultar.

O Deus que conhece a textura dos pensamentos, que pesa intenções na balança da verdade, contempla tua arquitetura de falsidade com precisão cirúrgica. Ele vê o lobo sob a pele de ovelha, a serpente sob o sorriso, a ambição sob a aparência de humildade. E, no kairos divino, no tempo em que Ele decide agir, toda tua construção ilusória ruirá.

Teu futuro espiritual não será determinado pela teatralidade da tua aparência, mas pela verdade do que és diante de Deus. E quando a Justiça divina — que é paciente, mas nunca complacente — se levantar, descobrirás que nenhum engenho humano é capaz de ocultar o coração daquele que é a própria Verdade.

Porque a justiça de Deus não negocia com máscaras, não compactua com performances religiosas, não se impressiona com discursos, e não se deixa manipular por estratégias de conveniência. O que és será finalmente revelado.

E a mão do Senhor, que observa com longanimidade, te alcançará.
Não como mero castigo, mas como desvelamento — o colapso inevitável da tua autoilusão, o momento em que tua vaidade te trairá e tua duplicidade será exposta à luz.

E então saberás que Deus sempre te viu — e que o que Ele viu jamais se deixa esconder.

Pense nisso!

Cezar Junior Gomes