Há pessoas que desejam o óleo que desce da cabeça, mas desprezam a cabeça de onde o óleo vem. Querem a unção, mas rejeitam o instrumento que Deus levantou.
Na ordem do Reino, Deus sempre conduziu seu povo através de líderes escolhidos. Quem despreza a liderança espiritual não afronta apenas um homem, mas desafia a ordem que o próprio Deus estabeleceu.
Quando o povo murmurou contra Moisés, o Senhor respondeu que aquela murmuração não era apenas contra o líder, mas contra Ele mesmo (Números 14). O céu deixou claro que tocar na autoridade levantada por Deus é tocar na própria estrutura que Deus estabeleceu.
E quando Miriã e Arão falaram contra Moisés, Deus os chamou à porta do tabernáculo e declarou que Moisés era fiel em toda a sua casa. Como sinal de reprovação, Miriã foi ferida com lepra (Números 12). Assim Deus mostrou que Ele mesmo defende aqueles que levanta.
Outro episódio solene ocorreu quando Corá, junto com Datã e Abirão, se levantaram contra Moisés e Arão, questionando sua liderança. Então a terra se abriu e os engoliu vivos, e o fogo do Senhor consumiu outros que haviam se rebelado (Números 16). A Escritura registra isso como um aviso eterno: rebelião espiritual traz consequências espirituais.
No Novo Testamento, a instrução permanece clara em Epístola aos Hebreus 13:17:
“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem há de prestar contas, para que o façam com alegria e não gemendo; porque isso não vos seria útil.”
O líder espiritual carrega um peso invisível: velar por almas diante de Deus. Por isso a honra não é bajulação — é reconhecimento espiritual da responsabilidade que Deus colocou sobre alguém.
Quem aprende a honrar a liderança cresce debaixo da cobertura.
Quem despreza a liderança caminha sem proteção espiritual.
Porque no Reino de Deus existe um princípio profundo:
quem honra aquilo que Deus estabelece, se torna participante da graça que Deus derrama sobre aquilo.
Pense nisso !
Cezar Jr Gomes