10 de março 2018

10 de março 2018
Chamados, Amados e guardados

sexta-feira, 26 de junho de 2026

EBD | 13ª LIÇÃO ADULTOS: O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ 2º TRIMESTRE CPAD 2026


 



1. INTRODUÇÃO

 

Nesta lição, encerramos nosso trimestre de estudo sobre a vida dos patriarcas. Certamente nossa fé no Deus de Abraão, Isaque e Jacó foi fortalecida. O mesmo Deus que escolheu, sustentou e conduziu esses homens de fé é o que também nos sustenta hoje, acompanhando nossa jornada até o dia em que estaremos para sempre com Ele. Abraão deixou um legado poderoso para seus descendentes, para os judeus e para nós, gentios. Ao estudarmos sua vida, aprendemos que o Senhor é soberano e governa a história com sabedoria e propósito. Por isso, confie nas promessas do Pai, assim como os patriarcas confiaram.

 

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição: I) Mostrar o legado de fé de Abraão; II) Explicar o legado de Isaque; III) Conhecer a escolha e o legado de fé de Jacó.

B) Motivação: Assim como Abraão, Isaque e Jacó receberam promessas de Deus e precisaram aguardar com paciência o seu cumprimento, nós também somos chamados a caminhar confiantes, esperando pela maior e mais importante promessa do Pai: a nossa salvação plena. Que aguardemos com fé e perseverança o Grande Dia do Senhor, quando receberemos um corpo glorificado e estaremos para sempre com Ele.

C) Sugestão de Método: Inicie a aula perguntando se as promessas de Deus eliminam as lutas da vida e, após ouvir os alunos, mostre que Abraão, Isaque e Jacó receberam promessas, mas enfrentaram impedimentos reais. Explique que Isaque lidou com esterilidade, fome, falta de água e vizinhos invejosos, mas continuou cavando poços e confiando na suficiência divina. Mostre também que Jacó, mesmo tendo enganado e sido enganado, teve um encontro com Deus que transformou seu caráter. Enfatize que as promessas de Deus coexistem com desafios e que a fé perseverante dos patriarcas nos inspira a confiar e avançar apesar das dificuldades, compreendendo que Deus nos fortalece no processo e usa cada situação para revelar seu cuidado, sua fidelidade e seu propósito em nossa jornada.

 

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: Depois de fazer toda a exposição dos tópicos da Lição, aplique as verdades estudadas, mostrando que Deus é fiel para com aqueles que nEle confiam e esperam, independentemente das nossas imperfeições.

 

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Fé de Abraão”, localizado depois do primeiro tópico, traz uma reflexão do modo como as Escrituras Sagradas apresentam a ligação entre Deus e Abraão; 2) O texto “O Concerto de Deus com Isaque” ajuda a nossa compreensão no fato de que Deus procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte a partir de Isaque, filho de Abraão; 3) O texto “A Graça de Deus” nos faz compreender que a chamada e a transformação de Jacó foram resultado da incomensurável graça de Deus.




segunda-feira, 22 de junho de 2026

Tema: O equilíbrio entre servir a Deus e estar aos Seus pés.

 Esboço para Ensino: Marta e Maria – Serviço e Adoração

Texto Base: Evangelho de Lucas 10:38-42

Tema: O equilíbrio entre servir a Deus e estar aos Seus pés.

Introdução

Marta e Maria eram irmãs que amavam Jesus. Ambas O receberam em casa, mas tiveram atitudes diferentes diante da Sua presença. A narrativa nos ensina importantes lições sobre prioridades espirituais.

1. Marta recebeu Jesus em sua casa

Texto: Lucas 10:38

Marta demonstrou hospitalidade.

Ela abriu seu lar para o Mestre.

O serviço é importante no Reino de Deus.

Lição: Deus valoriza aqueles que trabalham e servem.

2. Maria escolheu sentar-se aos pés de Jesus

Texto: Lucas 10:39

Maria desejava ouvir a Palavra.

Ela aproveitou a oportunidade de estar perto do Senhor.

O relacionamento veio antes das atividades.

Lição: Antes de trabalhar para Deus, precisamos estar com Deus.

3. Marta estava ocupada, mas inquieta

Texto: Lucas 10:40

O problema não era servir.

O problema era a ansiedade e a distração.

O serviço sem comunhão pode gerar desgaste.

Lição: Nem toda ocupação espiritual significa intimidade com Deus.

 

 

4. Jesus corrige Marta com amor

Texto: Lucas 10:41

"Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas."

Jesus não rejeitou seu trabalho.

Ele mostrou que sua preocupação estava excessiva.

O coração precisava de descanso.

Lição: Deus se preocupa mais com quem somos do que apenas com o que fazemos.

5. Maria escolheu a melhor parte

Texto: Lucas 10:42

"Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada."

O alimento espiritual é prioridade.

A comunhão com Cristo produz serviço saudável.

O que recebemos aos pés de Jesus permanece para sempre.

Lição: A presença de Deus é mais valiosa do que qualquer atividade.

Aplicação Prática

Existem três tipos de pessoas:

Somente Marta – trabalha muito, mas ora pouco.

Somente Maria – busca comunhão, mas não se dispõe a servir.

Marta e Maria equilibradas – adoram ao Senhor e servem com alegria.

O ideal cristão é unir as qualidades das duas irmãs.

Conclusão

Jesus não condenou o serviço de Marta, mas ensinou que a presença d'Ele deve vir em primeiro lugar.

Frase para encerrar:

"O Reino de Deus não é construído apenas por mãos que trabalham, mas também por joelhos que se dobram."

Versículo-chave: Lucas 10:42

"Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada."

PENSE NISSO!

CEZAR JUNIOR GOMES

Tema: Deus age mesmo quando Ele não é visto.

 Esboço Bíblico – O Livro de Ester

Tema: Deus age mesmo quando Ele não é visto.

Introdução

O livro de Ester é singular porque o nome de Deus não aparece explicitamente, mas Sua providência está presente em cada acontecimento. A história mostra como Deus preserva Seu povo e cumpre Seus propósitos.

1. Deus prepara pessoas para o Seu propósito

Texto: Ester 2:17

 

Ester era uma jovem órfã.

Deus a levou ao palácio no momento certo.

O que parece coincidência muitas vezes é providência divina.

Lição: Deus usa pessoas simples para realizar grandes obras.

2. A fidelidade produz oportunidades

Texto: Ester 2:21-23

 

Mordecai descobre uma conspiração contra o rei.

Ele age com fidelidade mesmo sem receber reconhecimento imediato.

O registro daquele ato seria usado mais tarde.

Lição: Nenhuma obra feita com fidelidade passa despercebida diante de Deus.

3. O inimigo sempre tenta destruir o povo de Deus

Texto: Ester 3:5-6

 

Hamã se enche de ódio contra Mordecai.

O ataque não era apenas contra um homem, mas contra toda a nação judaica.

Lição: A oposição pode surgir, mas Deus continua no controle.

4. Há momentos em que precisamos tomar posição

Texto: Ester 4:14-16

Frase-chave: "Quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?"

Ester precisava decidir entre o conforto e a missão.

Ela escolheu agir com coragem.

Lição: Deus nos coloca em lugares estratégicos para cumprir Sua vontade.

 

5. Jejum e oração precedem grandes vitórias

Texto: Ester 4:16

Ester convocou o povo ao jejum.

Antes de enfrentar o problema, ela buscou direção.

Lição: Grandes batalhas são vencidas primeiro na presença de Deus.

 

6. Deus transforma sentenças em livramento

Texto: Ester 7:9-10

Hamã é julgado.

A forca preparada para Mordecai torna-se o instrumento de sua própria queda.

Lição: Deus pode reverter situações impossíveis.

 

7. A vitória de Deus produz alegria e testemunho

Texto: Ester 8:16-17

O povo passa do luto à celebração.

O livramento glorifica a Deus diante das nações.

Lição: O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

 

Conclusão

A mensagem central de Ester é que Deus continua governando mesmo quando parece silencioso. Ele prepara pessoas, abre portas, transforma circunstâncias e preserva aqueles que confiam n'Ele.

Versículo-chave: Ester 4:14

"Quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?"

Aplicação final: Deus também tem um propósito para sua vida neste tempo. Não tenha medo de assumir a posição que Ele lhe confiou.

PENSE NISSO!

CEZAR JUNIOR GOMES

segunda-feira, 8 de junho de 2026

ERAM MAUS AOS OLHOS DO SENHOR

 A Bíblia registra vários reis de Israel e Judá que "fizeram o que era mau aos olhos do Senhor". Esse julgamento não se refere apenas a erros pessoais, mas principalmente à idolatria, à rejeição da Lei de Deus e à influência negativa sobre o povo.

 

1. Jeroboão I

Reinou: 22 anos (1 Reis 14:20)

Versículo:

"Jeroboão fez pecar a Israel."

Maldades:

Criou bezerros de ouro em Betel e Dã.

Instituiu culto falso.

Levou o povo à idolatria.

 

2. Acabe

Reinou: 22 anos (1 Reis 16:29-33)

Versículo:

"Fez Acabe mais para provocar à ira o Senhor do que todos os reis de Israel que foram antes dele."

Maldades:

Adorou Baal.

Casou-se com Jezabel.

Perseguiu os profetas de Deus.

Promoveu a idolatria nacional.

 

3. Manassés

Reinou: 55 anos (2 Reis 21:1-16)

Versículo:

"Fez o que era mau aos olhos do Senhor."

Maldades:

Reconstruiu altares pagãos.

Praticou feitiçaria.

Consultou espíritos.

Sacrificou seu próprio filho.

Derramou muito sangue inocente.

4. Amom

Reinou: 2 anos (2 Reis 21:19-22)

Versículo:

"Fez o que era mau aos olhos do Senhor."

Maldades:

Seguiu os pecados de seu pai Manassés.

Serviu ídolos.

Não se humilhou diante de Deus.

 

5. Jeorão

Reinou: 8 anos (2 Reis 8:18)

Versículo:

"Fez o que era mau aos olhos do Senhor."

Maldades:

Seguiu o exemplo da casa de Acabe.

Incentivou a idolatria.

Levou Judá ao afastamento de Deus.

 

6. Acaz

Reinou: 16 anos (2 Reis 16:2-4)

Versículo:

"Não fez o que era reto aos olhos do Senhor."

Maldades:

Adorou deuses estrangeiros.

Sacrificou seu filho no fogo.

Fez altares pagãos por toda a terra.

 

7. Joacaz

Reinou: 17 anos (2 Reis 13:1-2)

Versículo:

"Fez o que era mau aos olhos do Senhor."

Maldades:

Permaneceu nos pecados de Jeroboão.

Manteve a idolatria em Israel.

 

Lição espiritual

 

Um detalhe impressionante é que alguns desses reis governaram por muitos anos. O tempo de reinado não era sinal da aprovação divina. Muitos prosperaram externamente, mas Deus registrou:

"Fez o que era mau aos olhos do Senhor."

A Bíblia mostra que Deus não avalia apenas sucesso, poder ou duração de um governo, mas a fidelidade, a obediência e o temor ao Senhor.

 

Texto-chave:

"Porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração." (1 Samuel 16:7)

Isso ensina que é possível ter posição, influência e até longa duração em uma obra, mas ainda assim receber a reprovação de Deus se não houver obediência à Sua vontade.

 

Pense nisso!

 

Cezar Jr Gomes 

 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Servindo e Fazendo a Obra de Deus com Excelência: Uma Perspectiva Teológica Pentecostal Clássica

Uma Perspectiva Teológica Pentecostal Clássica

Introdução

A excelência no serviço cristão não deve ser compreendida apenas como eficiência humana ou busca por reconhecimento, mas como uma expressão da adoração a Deus e da fidelidade ao chamado divino. Na tradição pentecostal clássica, o serviço cristão é resultado da capacitação do Espírito Santo, que habilita o crente a desempenhar sua vocação com dedicação, santidade e zelo.

O conceito de excelência está fundamentado na compreensão bíblica de que todo trabalho realizado para Deus deve refletir Seu caráter e Sua glória. O apóstolo Paulo escreve:

"E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens" (Colossenses 3:23).

Dessa forma, a excelência cristã não é motivada pelo perfeccionismo humano, mas pela consciência de que o serviço é prestado ao próprio Deus.

A Excelência no Serviço Cristão

Nas Escrituras, encontramos diversos exemplos de servos que se destacaram por sua dedicação. Daniel foi reconhecido por possuir um "espírito excelente" (Daniel 6:3), enquanto José demonstrou competência administrativa mesmo em circunstâncias adversas (Gênesis 41:39-41).

Segundo Donald Gee, um dos mais influentes teólogos pentecostais do século XX, o poder do Espírito Santo não substitui a responsabilidade humana, mas capacita o cristão para servir de forma mais eficaz e fiel. Em sua obra sobre os dons espirituais, Gee enfatiza que a espiritualidade genuína deve produzir frutos visíveis na conduta e no ministério.

A Perspectiva Pentecostal Clássica

O pentecostalismo clássico sempre enfatizou que o revestimento do Espírito Santo possui um propósito missionário e ministerial. Em Atos 1:8, Jesus declara:

"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas."

Para Stanley M. Horton, o batismo no Espírito Santo não tem como finalidade principal uma experiência emocional, mas a capacitação para um serviço eficaz na obra de Deus. Horton argumenta que o Espírito Santo produz no crente tanto poder espiritual quanto responsabilidade ministerial.

Da mesma forma, Myer Pearlman ensina que o verdadeiro serviço cristão exige preparação, dedicação e dependência contínua do Espírito Santo. Para ele, a excelência ministerial resulta da união entre capacitação divina e esforço disciplinado do servo de Deus.

A Ética do Trabalho no Reino de Deus

A teologia pentecostal clássica rejeita a ideia de que a espiritualidade elimina a necessidade de preparo. Pelo contrário, a história do movimento demonstra forte valorização do estudo bíblico, da oração e da dedicação ministerial.

Antonio Gilberto afirmou repetidamente que o obreiro deve buscar crescimento espiritual e intelectual, pois a obra de Deus requer trabalhadores aprovados, conforme 2 Timóteo 2:15.

Nesse sentido, a excelência envolve:

  1. Fidelidade à Palavra de Deus – O obreiro deve manejar corretamente as Escrituras.
  2. Compromisso com a Santidade – O caráter deve sustentar o ministério.
  3. Capacitação Contínua – O aprendizado permanente fortalece o serviço cristão.
  4. Dependência do Espírito Santo – O poder para servir vem de Deus.
  5. Responsabilidade Ministerial – O serviço deve ser realizado com zelo e diligência.

O Exemplo de Cristo

Jesus Cristo é o modelo supremo de excelência no serviço. Sua missão foi realizada em perfeita obediência ao Pai:

"Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer" (João 17:4).

O ministério de Cristo demonstra que excelência não significa ausência de dificuldades, mas fidelidade completa ao propósito de Deus.

Segundo William W. Menzies, a missão da Igreja continua a missão de Cristo, sendo realizada através da ação do Espírito Santo e da dedicação dos crentes. Assim, a excelência ministerial deve refletir a mesma disposição de serviço encontrada em Jesus.

Conclusão

A tradição pentecostal clássica ensina que fazer a obra de Deus com excelência é uma obrigação espiritual fundamentada na Palavra, capacitada pelo Espírito Santo e demonstrada por meio de uma vida de santidade, dedicação e responsabilidade. A excelência cristã não busca prestígio humano, mas a glorificação de Deus.

Como ensina o apóstolo Paulo:

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor" (1 Coríntios 15:58).

Referências Bibliográficas

  • Horton, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD.
  • Pearlman, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD.
  • Gee, Donald. Os Dons Espirituais. Rio de Janeiro: CPAD.
  • Menzies, William W.; Horton, Stanley M. Doutrinas Bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD.
  • Gilberto, Antonio. Manual da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD.
  • Bíblia Sagrada. Almeida Revista e Corrigida (ARC).

PENSE NISSO!

CEZAR JR GOMES