10 de março 2018

10 de março 2018
Chamados, Amados e guardados

sábado, 28 de fevereiro de 2026

O mentiroso tem por pai o diabo

A mentira como filiação espiritual nos últimos dias

À luz da teologia bíblica, especialmente do pensamento joanino, a mentira não se configura como simples falha ética ou desvio circunstancial do caráter humano. Ela é, antes, um marcador ontológico de filiação espiritual. O próprio Cristo estabelece essa relação de maneira inequívoca ao afirmar que o diabo é “pai da mentira”, revelando que toda prática habitual da falsidade denuncia pertencimento a uma ordem espiritual que não procede de Deus (Evangelho de João 8:44).

Nesse sentido, mentir não é apenas transgredir um mandamento moral, mas operar segundo a natureza do reino das trevas. A mentira carrega paternidade. Ela não nasce no coração regenerado, mas no espírito que ainda não foi plenamente submetido ao senhorio de Cristo. Onde a verdade não governa, o Espírito da Verdade não reina.

A tradição pentecostal clássica compreende essa realidade à luz da doutrina da santificação progressiva, na qual a transformação interior se manifesta inevitavelmente na linguagem. A língua, portanto, torna-se um termômetro espiritual. Quando a mentira é tolerada, racionalizada ou institucionalizada, evidencia-se uma ruptura entre confissão de fé e realidade espiritual.

Escatologicamente, essa verdade assume contornos ainda mais graves. Nos últimos dias, o engano não se apresentará como erro grosseiro, mas como discurso sofisticado, revestido de aparência piedosa, emocionalmente convincente e aparentemente bíblico. Falsos mestres e falsos profetas não se distinguirão por ausência de linguagem religiosa, mas pelo uso estratégico da mentira como instrumento de poder e manipulação.

A Igreja que negocia a verdade perde a glória. O púlpito que relativiza a veracidade das Escrituras perde autoridade espiritual. O crente que convive pacificamente com a mentira cauteriza a consciência e compromete sua sensibilidade ao Espírito Santo. A mentira sempre prepara o terreno para o juízo, pois Deus jamais pactua com aquilo que procede do diabo.

Não é por acaso que a Escritura associa a mentira à exclusão escatológica, afirmando que os mentirosos não herdarão o Reino de Deus (Apocalipse 21:8). Tal advertência não se refere a deslizes ocasionais, mas a um ethos persistente, uma disposição contínua moldada pela falsidade.

Assim, a fidelidade à verdade não é um aspecto secundário da vida cristã; ela é constitutiva da própria identidade do salvo. Ou o homem se submete ao Deus que é a Verdade, ou permanece sob a influência do pai da mentira. Não há neutralidade espiritual, nem zona cinzenta no Reino de Deus.

Este é um chamado urgente para a Igreja dos últimos dias: abandonar toda forma de mentira e retornar à verdade absoluta da Palavra, antes que o engano se torne irreversível e a consciência seja entregue à própria cegueira. Ainda há graça. Ainda há tempo. Mas a verdade não espera para sempre.

Pense nisso !

Cezar Jr Gomes


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

EBD | 9ª LIÇÃO ADULTOS: ESPIRITO SANTO REGENERADOR 1º TRIMESTRE CPAD 2026


 1. INTRODUÇÃO

A Regeneração é obra indispensável à salvação. Jesus ensinou que, para entrar no Reino, é necessário nascer de novo. Essa transformação não é exterior, mas interior, realizada pelo Espírito Santo, que regenera o pecador e o torna nova criatura em Cristo. Nesta lição veremos a Regeneração como uma obra trinitária, sua natureza espiritual e seus sinais na vida do crente. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Explicar que a Regeneração é uma obra trinitária, planejada pelo Pai, realizada pelo Filho e aplicada pelo Espírito Santo; II) Mostrar que a Regeneração é uma transformação espiritual interior e indispensável à salvação; III) Apontar os sinais práticos do Novo Nascimento: justificação, santificação e o fruto do Espírito. B) Motivação: Muitos pensam que a vida cristã se resume a boas obras ou a uma mudança de comportamento. Porém, Jesus declarou que é necessário nascer de novo. A Regeneração é obra espiritual e milagrosa do Espírito Santo, que concede ao pecador uma nova vida. Essa verdade deve motivar-nos a viver conscientes de que fomos transformados e chamados a refletir o caráter de Cristo. C) Sugestão de Método: Inicie a aula destacando no quadro ou de maneira verbal as palavras: “Carne” e “Espírito”. Peça aos alunos que citem exemplos do que pertence à carne (Gl 5.19-21) e do que pertence ao Espírito (Gl 5.22,23). Depois, leia João 3.5,6 e destaque: “O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito”. Explique que a Regeneração não é um aperfeiçoamento humano, mas um milagre espiritual. Então, inicie a exposição do primeiro tópico. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A Regeneração não é resultado de esforço humano, mas obra do Espírito Santo que concede nova vida em Cristo. Essa transformação nos conduz à justificação, ao processo de santificação e à manifestação do fruto do Espírito. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Regeneração”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o tópico da Regeneração como obra trinitária na Salvação; 2) O texto “Purificando o Crente”, ao final do segundo tópico, aprofunda o tema da natureza espiritual da obra de Regeneração.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O obsequioso contumaz e suas Artimanhas: Uma Análise Profunda

O tema proposto aborda uma análise profunda e crítica acerca do comportamento do " obsequioso contumaz " e suas artimanhas, explorando aspectos teológicos, filosóficos e poéticos sob uma perspectiva pentecostal clássica arminianista. Este artigo visa desmistificar as estratégias utilizadas por indivíduos que, movidos por interesses pessoais, buscam vantagens às custas da lealdade e da verdade, muitas vezes levando a uma decepção dolorosa.

O termo " obsequioso contumaz " refere-se àqueles que, por interesse ou conveniência, bajulam figuras de autoridade ou influência, muitas vezes utilizando artifícios que podem ser considerados como "artimanhas". Uma palavra de origem difícil interpretação, como "artifício", remete a estratégias engenhosas, porém muitas vezes desonestas, que visam manipular situações a favor do bajulador.

Na teologia pentecostal clássica arminianista, enfatiza-se a liberdade de escolha e a responsabilidade individual. Assim, o comportamento do obsequioso contumaz pode ser interpretado como uma manifestação da fragilidade humana diante das tentações de vantagens momentâneas, como migalhas de uma mesa que prometem benefícios transitórios, mas que podem levar à perda de valores espirituais e à decepção final.

Visão Teológica e Filosófica

Teólogos nacionais como José Gonçalves e internacionais como Clark Pinnock destacam a importância da integridade e da fidelidade à verdade. Segundo eles, a bajulação muitas vezes é uma forma de idolatria, uma tentativa de manipular a autoridade espiritual ou secular para benefício próprio. Filosoficamente, pensadores como Immanuel Kant alertam para a moralidade baseada na autonomia e na dignidade do indivíduo, contrapondo-se às artimanhas do bajulador que busca vantagens à custa da honestidade.

Aspecto Poético e Cultural

Poetas de ponta, como Fernando Pessoa, exploram a complexidade da alma humana, revelando as contradições e as artimanhas que permeiam as relações humanas. Sua poesia muitas vezes reflete a luta entre a autenticidade e a máscara social, uma temática que se encaixa perfeitamente na análise do bajulador, que troca a essência pela aparência.

Enredo: A Decisão do Amigo

Imagine um amigo que, diante de um bajulador, tenta alertar sobre a verdadeira natureza de seu ídolo, que na verdade é uma "furada". Este amigo, com esperança de evitar uma decepção dolorosa, busca desmascarar as artimanhas do bajulador, expondo sua hipocrisia e interesses ocultos. Contudo, o obsequioso contumaz, seduzido pelas migalhas de uma mesa que oferece vantagens momentâneas, recusa-se a ouvir, preferindo manter a ilusão de uma relação vantajosa.

Este enredo revela a tragédia de quem se deixa levar por interesses efêmeros, ignorando os sinais de alerta e a verdade que pode libertar. A história serve como um alerta para todos que desejam manter a integridade espiritual e moral, resistindo às artimanhas do bajulador que, ao final, só traz decepções e perdas.

Conclusão

Portanto, a reflexão sobre o " obsequioso contumaz " e suas artimanhas é fundamental para compreender as dinâmicas humanas e espirituais. A busca pela autenticidade, a fidelidade à verdade e a coragem de desmascarar as artimanhas do bajulador são essenciais para uma vida plena e alinhada com os princípios bíblicos e filosóficos. Como disse Fernando Pessoa, "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" — uma lembrança de que a integridade deve prevalecer sobre as vantagens momentâneas, mesmo que isso signifique enfrentar a decepção.

 

PENSE NISSO!!!

 

CEZAR JR GOMES

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

https://youtu.be/HEz85i-5uJU?si=9GuUF365jL5WpK-C


 https://youtu.be/HEz85i-5uJU?si=9GuUF365jL5WpK-C

A ÚLTIMA VOZ ANTES DO ARREBATAMENTO

 A ÚLTIMA VOZ ANTES DO ARREBATAMENTO

 

Antes do dilúvio, Deus levantou Noé.

Antes do exílio, levantou Jeremias.

Antes da primeira vinda, levantou João Batista.

E antes do arrebatamento… haverá uma geração profética.

 

Não popular.

Não patrocinada.

Não bajuladora.

Mas ungida.

 

Porque Deus não envia juízo sem antes enviar advertência.

 

 

JEZABEL, A IGREJA MORNA E O ESPÍRITO DOS ÚLTIMOS DIAS

 

O espírito que operou em Jezabel reaparece na advertência à igreja de Tiatira em Apocalipse 2.

 

Sedução espiritual.

Tolerância ao pecado.

Falsos ensinos infiltrados.

 

Não é perseguição externa apenas é corrupção interna.

E no clímax escatológico surge a grande meretriz montada sobre a besta símbolo de um sistema religioso corrompido aliado ao poder político mundial.

 

Então se manifestará o homem da iniquidade, o anticristo.

Ele oferecerá segurança, economia, estabilidade.

Mas exigirá adoração.

 

E a marca da besta será o selo de submissão.

Quem não aceitar, será perseguido.

 

Quem não se curvar, será pressionado.

Quem denunciar, será caçado.

 

 MATAR O PROFETA NÃO CANCELA O PLANO

 

Decapitaram João Batista.

Perseguiram Elias.

Tentaram calar os apóstolos.

 

Em Apocalipse 11, as duas testemunhas são mortas o mundo celebra…

até que Deus sopra vida novamente.

 

A besta pode festejar por três dias e meio.

Mas o céu tem a última palavra.

 

Podem matar o mensageiro.

Mas a Palavra não morre.

 

 

O AVIVAMENTO FINAL

 

A perseguição não apagará a igreja.

Ela purificará.

 

Nos dias finais haverá dois movimentos simultâneos:

Apostasia global.

Avivamento remanescente.

 

Deus ainda tem sete mil que não dobraram os joelhos a Baal.

 

Há um remanescente escondido.

Há uma noiva se preparando.

Há um povo que não negocia santidade.

 

Enquanto a grande meretriz seduz as massas,

o Espírito Santo sela os fiéis.

 

 

O ARREBATAMENTO — A INTERRUPÇÃO DIVINA

E então…

Num abrir e fechar de olhos.

A trombeta soará.

Não será mais confronto entre profeta e trono.

Será a retirada da igreja.

O anticristo se revelará plenamente após a remoção daquele que detém.

O mundo entrará na grande tribulação.

Mas a noiva fiel estará com o Noivo.

O FIM DO TRONO CORROMPIDO

Assim como o reinado de Acabe terminou em juízo

e Jezabel foi lançada abaixo,

assim também a besta e o falso profeta serão lançados no lago de fogo.

O que começou no Carmelo termina no Apocalipse.

 

ELIAS SUBIU. ELISEU CONTINUOU. CRISTO VOLTARÁ.

Quando Elias subiu,

Eliseu recebeu o manto.

Quando um profeta cai, outro se levanta.

Mas haverá um dia em que não será substituição ministerial.

Será manifestação gloriosa.

O céu se abrirá.

Os mortos em Cristo ressuscitarão.

Os vivos serão transformados.

 

E naquele dia:

 

Não haverá Jezabel.

Não haverá anticristo.

Não haverá perseguição.

 

Haverá trono branco.

Haverá julgamento.

Haverá eternidade.

 

Pense nisso!

 

Cezar Junior Gomes 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

https://www.youtube.com/watch?v=LnZLMtNBbuo&list=PLF_YhCw2KBc7HxLRcmU7KC3aaunjbASh8&index=20

 EBD | 7ª LIÇÃO ADULTOS: A OBRA DO FILHO 1º TRIMESTRE



INGRATIDÃO: QUANDO A BÊNÇÃO APAGA A MEMÓRIA

 INGRATIDÃO: QUANDO A BÊNÇÃO APAGA A MEMÓRIA

Quando alguém esquece quem lhe deu um prato de comida — ainda que fosse apenas feijão com ovo — porque hoje come picanha, não demonstra maturidade espiritual, mas ingratidão diante da graça de Deus.

A Escritura adverte com temor:

“Guarda-te, para que não te esqueças do Senhor teu Deus… para que, havendo comido e estando farto, não se eleve o teu coração.”

(Deuteronômio 8:11–14)

Na teologia pentecostal clássica, a prosperidade nunca é sinal automático de aprovação espiritual; ela é prova de caráter.

Quando alguém esquece quem lhe entregou o microfone, quem abriu a porta, quem acreditou quando ainda não havia nome nem reconhecimento, incorre no erro denunciado por Paulo:

“Que tens tu que não tenhas recebido?”

(1 Coríntios 4:7)

Chamado não é autopromoção. Vocação se confirma no serviço, na submissão e na fidelidade, princípios históricos da Assembleia de Deus.

Quando se despreza o conselho recebido porque hoje se é realizado e bem-sucedido, rejeita-se a sabedoria que preserva o homem na graça:

“Na multidão de conselheiros há segurança.”

(Provérbios 11:14)

E quando alguém passa a ter mais do que aquele que Deus colocou em autoridade sobre si — seja recursos, visibilidade ou influência — e, por isso, o despreza, ignora um princípio espiritual imutável:

“Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles.”

(Hebreus 13:17)

📜 Testemunho pentecostal clássico (linha arminiana)

Myer Pearlman (teólogo pentecostal clássico da Assembleia de Deus) ensinou que:

“A graça de Deus não anula a responsabilidade humana; antes, exige fidelidade contínua.”

Stanley Horton, referência doutrinária pentecostal, afirmou:

“A perseverança na fé requer humildade, submissão e gratidão pela obra de Deus através de outros.”

Essa é a visão arminiana histórica da Assembleia de Deus: o homem pode permanecer ou se afastar, dependendo de sua resposta diária à graça.

⚖️ Exortação final

Deus não aprova a ingratidão. Antes de afirmar que está sendo perseguido, rejeitado ou injustiçado, a Palavra orienta o autoexame:

“Do que se queixa o homem? Queixe-se dos seus próprios pecados.”

(Lamentações 3:39)

Quem se lembra de quem Deus usou para o levantar permanece firme.

Quem esquece corre o risco de perder não só a comunhão, mas também o propósito.

“Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia.”

(1 Coríntios 10:12)

PENSE NISSO!

CEZAR JR GOMES