INGRATIDÃO: QUANDO A BÊNÇÃO APAGA A MEMÓRIA
Quando alguém esquece quem lhe deu um prato de comida —
ainda que fosse apenas feijão com ovo — porque hoje come picanha, não demonstra
maturidade espiritual, mas ingratidão diante da graça de Deus.
A Escritura adverte com temor:
“Guarda-te, para que não te esqueças do Senhor teu Deus…
para que, havendo comido e estando farto, não se eleve o teu coração.”
(Deuteronômio 8:11–14)
Na teologia pentecostal clássica, a prosperidade nunca é
sinal automático de aprovação espiritual; ela é prova de caráter.
Quando alguém esquece quem lhe entregou o microfone, quem
abriu a porta, quem acreditou quando ainda não havia nome nem reconhecimento,
incorre no erro denunciado por Paulo:
“Que tens tu que não tenhas recebido?”
(1 Coríntios 4:7)
Chamado não é autopromoção. Vocação se confirma no serviço,
na submissão e na fidelidade, princípios históricos da Assembleia de Deus.
Quando se despreza o conselho recebido porque hoje se é
realizado e bem-sucedido, rejeita-se a sabedoria que preserva o homem na graça:
“Na multidão de conselheiros há segurança.”
(Provérbios 11:14)
E quando alguém passa a ter mais do que aquele que Deus
colocou em autoridade sobre si — seja recursos, visibilidade ou influência — e,
por isso, o despreza, ignora um princípio espiritual imutável:
“Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles.”
(Hebreus 13:17)
📜 Testemunho pentecostal
clássico (linha arminiana)
Myer Pearlman (teólogo pentecostal clássico da Assembleia de
Deus) ensinou que:
“A graça de Deus não anula a responsabilidade humana; antes,
exige fidelidade contínua.”
Stanley Horton, referência doutrinária pentecostal, afirmou:
“A perseverança na fé requer humildade, submissão e gratidão
pela obra de Deus através de outros.”
Essa é a visão arminiana histórica da Assembleia de Deus: o
homem pode permanecer ou se afastar, dependendo de sua resposta diária à graça.
⚖️ Exortação final
Deus não aprova a ingratidão. Antes de afirmar que está
sendo perseguido, rejeitado ou injustiçado, a Palavra orienta o autoexame:
“Do que se queixa o homem? Queixe-se dos seus próprios
pecados.”
(Lamentações 3:39)
Quem se lembra de quem Deus usou para o levantar permanece
firme.
Quem esquece corre o risco de perder não só a comunhão, mas
também o propósito.
“Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia.”
(1 Coríntios 10:12)
PENSE NISSO!
CEZAR JR GOMES
Bem isso pastor
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